Elysium

"Em 2159, o mundo é dividido entre dois grupos: o primeiro, riquíssimo, mora na estação espacial Elysium, enquanto o segundo, pobre, vive na Terra, repleta de pessoas e em grande decadência. Por um lado, a secretária do governo Rhodes (Jodie Foster) faz de tudo para preservar o estilo de vida luxuoso de Elysium, por outro, um pobre cidadão da Terra (Matt Damon) tenta um plano ousado para trazer de volta a igualdade entre as pessoas.http://www.adorocinema.com/filmes/filme-182991/
Os "cults" fizeram críticas ferrenhas em relação ao filme Elysium. Disseram que houve um explosão de clichês, cenas previsíveis e a Terra futurística de sempre com enormes problemas. É um fato que o filme lembra um pouco "Distrito 9", até por ser do mesmo diretor Neill Blomkamp. Entretanto, não achei que isso afetou em qualquer momento. A trama mostra um futuro extremamente atual, assim como em "Distrito 9". Esse paradoxo é uma tática de crítica social que funciona como um coringa na hora de cutucar as elites do mundo.
Um fator atacado pelos "cinéfilos" foi o fato do idioma dominante na Terra ser o espanhol e as pessoas serem, majoritariamente, latino-americanas. Enquanto em Elysium, a maioria tinha traços anglo-saxônicos e falava francês. Essa dicotomia pode ser vista por outro ângulo: será que esse "preconceito" não era proposital? Talvez, de fato, isso aconteça hoje.
Outro aspecto interessante foi o controle fortíssimo na fronteira entre os ricos e os pobres. Isso não nos lembra um pouco a fronteira México/EUA? Além dos trabalhos análogos à escravidão na Terra que nos remete à exploração das multifuncionais no mundo subdesenvolvido.
O Matt Damon tem ficado meio água com açúcar nas suas últimas interpretações, mas gostei muito da escolha como o protagonista. Ele é conhecido e puxa uma certa atenção. Além disto, acho que foi ótimo em seu personagem.
Jodie Foster, aquela que não envelhece, também foi formidável, como de costume, na pele da secretária megalomaníaca e irritante de Elysium.
Confesso que, como toda nacionalista, fiquei extremamente empolgada ao saber que o Wagner Moura e a Alice Braga faziam parte do elenco principal. Ainda mais porque eram personagens legais, sem ser a caliente e o burro. Alice Braga emocionou muita gente no cinema. Wagner Moura fez uma espécie de malandro que todos amam. O nosso elenco brasileiro não deixo nada a desejar, pelo contrário.
Vale a pena assistir o filme!! Dou nota 9.
Bjss!

O Lado Bom da Vida

O Lado Bom da Vida conta a história de Pat (Bradley Cooper), um ex-professor de história que precisou ficar internado devido ao seu problema de bipolaridade e Tiffany (Jennifer Lawrence), uma mulher que ficou com forte depressão após a morte do marido. À princípio eles não têm nada em comum, com exceção de uma doença psicológica. Com o desenrolar da história, descobrem que têm muito mais que isso.
Confesso que O Lado Bom da Vida me surpreendeu várias vezes. Já tinha ouvido o nome do filme, sabia que a Jennifer Lawrence atuava, sabia que era comédia romântica, mas só. Fui ver a lista dos indicados ao Oscar 2013, aí veio a minha primeira surpresa: quantas indicações!
Todos nós sabemos que a premiação do Oscar não indica o melhor filme exatamente, até porque isso é bem relativo. De qualquer forma, deu para perceber que este filme não poderia ser só mais um água com açúcar que a gente vê por aí, até porque o gênero "comédia romântica" é sempre criticado.
Minha segunda surpresa foi ver a Jennifer Lawrence indicada a melhor atriz. Não estou julgando a interpretação dela, acho que ela é muito boa. Só me surpreendi com o fato de ela ser tão nova. A gente não vê isso todos os dias. Aí pronto, deu vontade de ver.
Em relação ao enredo, o tema é bem reflexivo, pois demonstra mais a perspectiva do "diferente", assim como em "As vantagens de ser invisível". Achei bem interessante como eles trataram de problemas psicológicos sem esquisitisse total. O filme ficou muito leve, bom de estar assistindo. Isso se deve também à trilha sonora gostosinha e às danças que o casal treina. Sei que sou suspeita para gostar de filme dançante. Assim, trataram de problemas de transtorno bipolar e depressão, que são pouco citados de maneira "mais normal" no cinema, já que sempre apelam para a esquizofrenia.
O tempo de comédia de Bradley Cooper e Jennifer Lawrence teve um ritmo muito agradável, com vontade de quero mais. O casal se tornou um dos meus preferidos de atuação conjunta.
A família e os amigos tiveram uma aceitação progressiva da doenças dos protagonistas de uma forma bem sutil e interessante, sem exageros do tipo "agora aceitamos você como você é, bj". #NovelasdeWalcyrCarrasco.
Vale a pena assistir!! Dou nota 10!
Bjs