Gravidade

Os filmes de ficção científica sempre esbarram entre escolher o que as leis da física permitem e o que o espectador vai gostar. A saga Star Wars é um exemplo clássico disso. Antes eu até concordava com o George Lucas quando ele dizia que os filmes não teriam muita graça sem som ou com alguma música ao fundo. Vamos combinar que 2001 - Uma Odisseia no Espaço, apesar dos excelentes efeitos para a época e o roteiro inteligentíssimo, não é um filme muito animador. As músicas são ótimas, mas eu dei umas piscadelas profundas ao assistir.
Minha vida mudou ao ver Gravidade. Mesmo achando que o roteiro deixou a desejar com àquelas desventuras em série meio forçadas com a coitadinha da Dra. Stone (Sandra Bullock), o filme conseguiu ser surpreendente e prender a minha atenção. E tudo isso sem burlar as leis da física para os leigos, ou seja, sem nada gritante #chorageorgelucas. A imagem é muito bonita e achei que valeu a pena pagar para ver em 3D. Abrindo uma observação aqui: eu costumo implicar com filmes 3D, porque os diretores acham que isso é sinônimo de jogar as coisas na sua cara para ficar mais emocionante.
Em relação aos atores, achei muito boa a interpretação da Sandra Bullock. É muito difícil convencer que é uma mulher forte, sem estereótipos, no cinema. O George Clooney não fez nada de surpreendente que eu me lembre, mas estava ótimo, como sempre.
Estava procurando um trailer legal do filme para postar aqui e encontrei esse vídeo: 

Achei bem interessante, porque ele levantou umas questões que eu havia me perguntado. Uma delas é que eles roubaram bastante cortando (ou escondendo) o cabelão da Sandra Bullock para disfarçar os efeitos da falta de gravidade. Eu também havia pensado em porquê diabos uma médica estaria reparando o Hubble. Como não entendo nada sobre isso, eu recolhi a minha insignificância. O vídeo também explica algumas falhas de localização dos satélites, então vale a pena dar uma checada.
De qualquer forma, o filme é um dos melhores do ano e do tipo e acho que vale muito a pena assistir. Dou nota 8,5.
Bju

O último dançarino de Mao - Adeus China

Não sou daquelas pessoas que costumam reclamar sobre o livro que virou filme. Tenho perfeita noção de que uma imagem vale mais que mil palavras e que isso pode ser invertido, sabendo que mil detalhes de um capítulo passarão em um segundo no filme. Além disso, sei que o cineasta tem, salvas exceções, três horas para compor um filme.
Entretanto, em certos momentos, fico indignada com algumas versões. Foi do caso do Último dançarino de Mao. O livro é excepcional! Não morro de amores por biografias, mas resolvi testar essa e amei. É bom para quem quer ter uma ideia do que é um verdadeiro choque cultural. Conta a história de um bailarino, hoje reconhecido mundialmente, que veio do Nordeste da China, em um vilarejo muito pobre. Quando o governo de Mao passa a recrutar crianças de várias partes do país para incentivar a cultura exclusivamente chinesa à favor do comunismo, Li Cunxin é escolhido para ter aulas de ballet na escola da Madame Mao. Vai morar em Pequim, longe da sua família de 7 irmãos e cresce como dançarino clássico. Não vou falar muito para não dar spoiler, mas, em um determinado momento, ele é convidado para ir aos Estados Unidos para ter uma temporada de aulas no Houston Ballet. O grande problema de Cunxin é que ele precisa escolher, literalmente, entre os dois tipos de ballet: o oriental, movido por uma técnica perfeita, mas sem emoção grandiosa; e o ocidental, com técnica diferente, mas com sentimentos mais profundos e com liberdade. Aí é que começa o meu dilema com o filme. O livro consegue tratar disso muito bem. Afinal, a questão se trata apenas do desejo do protagonista em relação à dança. O filme tratou disso como um clichê que me incomoda muito, fazendo com que isso se transformasse em comunismo versus capitalismo. Além disso, achei o livro muito mais rico em cultura chinesa que o filme. Eles promoveram poucas cenas mostrando os costumes. Em geral, quem nunca viu a China, acha que é só pobreza e todo chinês quer ser americano.
Tirando esses detalhes, o filme é bom para quem acabou de ler o livro e quer ver as cenas de ballet. São bem legais e inspiradoras. Chi Cao (protagonista) dança muito bem e foi escolhido pelo próprio Li Cunxin. Também é bom lembrar que a interpretação do elenco é formidável. Bruce Greenwood fez o perfeito Ben Stevenson, fugindo completamente do esteriótipo de coreógrafo afeminado. Todos os atores foram bem fiéis à biografia.
Bom, sempre recomendo que veja tudo para dizer o que gosta ou não. :)
Se já viu, diga o que achou! ;) Dou nota 5 ao filme e 10 ao livro.
Bju

Olá!! Começando a minha apresentação bobinha:
Mais uma série das minhas crises de "o que quero ser quando crescer" vindo à tona, então fiz um blog para expressar meus sentimentos mais profundos. Na verdade, blogs me animam xD
•Meu nome: Mariazinha.
•Sou de onde? Rio de Janeiro. Carioca da gema que não pega Sol e detesta calor. Não me incomodo com o funk e o pagode, mas prefiro não escutar no alto falante dos outros.
•O que eu faço da vida? Estudo como se não houvesse amanhã, faço teatro, canto no chuveiro, leio qualquer coisa que aparecer na minha frente, assisto Star Trek como se não houvesse amanhã de novo, danço ballet, vejo todos os filmes que meu curto tempo permite e tento manter a minha vida social intacta, mas não dá certo.
•O que farei no blog? Críticas sobre filmes, séries, novelas, notícias, modas, livros, artigos, curiosidades,... Tudo que dê para reclamar ou elogiar :D Talvez ponha meus textos mais sinceros aqui. Pensarei sobre isto.
•Opiniões são legais? Sim, são ótimas! Produza-as :D
Enfim, sou essa daí. Tenham uma boa leitura :)
Bju